Quanto menos comes, bebes, compras livros e vais ao teatro, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim todas as paixões e atividades são tragadas pela cobiça. Karl Marx.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Estava saindo de um dos hospitais da 910, com a perna suturada com 6 pontinhos, toda tristinha, mó pra baixo quando chego na parada de ônibus e tchan! Que sensação boa me absorveu - olhei pro chão e tinha poesia. Brasília é uma cidade que me surprende muitas vezes. Gosto daqui. Algumas das coisas únicas da cidade são: um açougue que disponibilizou bibliotecas em paradas de bus (fantástico!), uma oficina mecânica que depois das 19h vira um teatro de arena, uma mendiga que atravessa a cidade com tailler bem cortado de cetim, e agora essa mavarilha: poesia no que antes era buraco e pauta de jornal. Saiu algumas vezes nos periódicos e TVs de Brasília, que partes das calçadas da W3 Sul estavam intransitáveis. Além das constantes reclamações dos moradores e andarilhos daquelas bandas. Só que uma pessoa, ao invés de reclamar dos buracos e amaldiçoar os tropeções, foi lá, juntou as pedrinhas em mosaico e tchun! Fez poesia..e da boa, viu? Tomara que façam em mais e mais calçadas. Ah! O nome do poeta é Louco de Pedra...E elas estão nas calçadas da 510.

3 comentários:

cosmonauta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cosmonauta disse...

oi van! adorei essa história que tu contou! aliás, muito bom conhecer as cidades assim, pelas palavras, pelos relatos, pelos causos. melhor, só tando aí!

beijão aqui de poa!

cosmonauta disse...

ps. Até esqueci de perguntar! o que aconteceu que tu foi parar no hospita?! rss....

:*