
Tô lendo o livro Tête-à-Tête, uma biografia da Beauvoir e do Sartre. Amo biografias, tanto que até já escrevi uma. Espiar a vida alheia é uma fixação, um deleite da humanidade- daí essas Caras/Contigo da vida serem fenômenos de vendas. Mas voltando à boa literatura e a espiar a vida de quem vale a pena, o livro é gostoso de ler mesmo sendo parte da tese de doutorado da autora, ele não tem aqueles academicismos chatos, é denso sem ser pesado e tem pesquisa de folêgo.
Sem dúvida, Beauvoir e Sartre, são um dos casais mais lendários do mundo. E o interessante nesses dois é que marcaram o século XX não somente como livre-pensadores e intelectuais engajados, mas também pelo amor sem fronteiras que pregaram.
Ler biografias é legal pq vamos lembrando o que já lemos/vimos do biografado. Apesar de assumirem o amor livre e sem amarras, os dois só deixaram contar a maior parte de seus casos depois de mortos com as publicações de suas correspondências. Tantas surpresas..Simone por exemplo, que nunca admitiu em vida romances com outras mulheres contou infinidade deles em seus relatos publicados depois que se foi. Inclusive dividiu muitas com ele. Sartre também instruiu publicações sobre sua vida sexual somente após a morte. Ele, considerado por muito(a)s um chauvinista, realmente nunca respeitou nenhuma de suas amantes-que foram muitas. Sempre bem mais jovens e belas. Parecia que queria driblar a feiúra e a idade...
Lembrei também da Fernanda Montenegro, no " Arte com Sérgio Britto" falando de suas percepções sobre a Simone. Disse a Fernandona que quando estava encenando textos da feminista, as perguntas que se seguiam eram sempre sobre o arrebatador romance da Simone com o americano Algren. As pessoas não se conformavam de como um homem que a fazia gozar múltiplas vezes- palavras dela, era bonito, mais jovem e não era machista como Sartre fora "largado" por ela que voltou para Jean-Paul, que estava velho, cheio de manias e não fazia mais sexo com ela.
Buenas, fiquei pensando, é difícil para um homem ou mulher que vive a "nossa" pós-modernidade da vida do espetáculo e do simulacro, entender essa ação de Simone. Eles eram existencialistas, homens que ainda acreditavam na ação do indivíduo, o homem ERA suas AÇÕES.
Trocar uma máquina de sexo por um que não faz mais nem isso? O mundo hoje não entende pq damos mais valor a "barriga-tanquinho", a mulher gostosa- um homem quando quer ofender fala das gorduras, feiura, idade, ...de uma mulher. A mulher da masculinidade/virilidade do cara. Mais pós-moderno impossível...
Simone trocou o viril pelo velho, pq amava nele coisas mais profundas, tipo a construção de uma vida de debates e trocas de 50 anos...
Amanhã continuo pq a Raquel tá me chamando...
Sem dúvida, Beauvoir e Sartre, são um dos casais mais lendários do mundo. E o interessante nesses dois é que marcaram o século XX não somente como livre-pensadores e intelectuais engajados, mas também pelo amor sem fronteiras que pregaram.
Ler biografias é legal pq vamos lembrando o que já lemos/vimos do biografado. Apesar de assumirem o amor livre e sem amarras, os dois só deixaram contar a maior parte de seus casos depois de mortos com as publicações de suas correspondências. Tantas surpresas..Simone por exemplo, que nunca admitiu em vida romances com outras mulheres contou infinidade deles em seus relatos publicados depois que se foi. Inclusive dividiu muitas com ele. Sartre também instruiu publicações sobre sua vida sexual somente após a morte. Ele, considerado por muito(a)s um chauvinista, realmente nunca respeitou nenhuma de suas amantes-que foram muitas. Sempre bem mais jovens e belas. Parecia que queria driblar a feiúra e a idade...
Lembrei também da Fernanda Montenegro, no " Arte com Sérgio Britto" falando de suas percepções sobre a Simone. Disse a Fernandona que quando estava encenando textos da feminista, as perguntas que se seguiam eram sempre sobre o arrebatador romance da Simone com o americano Algren. As pessoas não se conformavam de como um homem que a fazia gozar múltiplas vezes- palavras dela, era bonito, mais jovem e não era machista como Sartre fora "largado" por ela que voltou para Jean-Paul, que estava velho, cheio de manias e não fazia mais sexo com ela.
Buenas, fiquei pensando, é difícil para um homem ou mulher que vive a "nossa" pós-modernidade da vida do espetáculo e do simulacro, entender essa ação de Simone. Eles eram existencialistas, homens que ainda acreditavam na ação do indivíduo, o homem ERA suas AÇÕES.
Trocar uma máquina de sexo por um que não faz mais nem isso? O mundo hoje não entende pq damos mais valor a "barriga-tanquinho", a mulher gostosa- um homem quando quer ofender fala das gorduras, feiura, idade, ...de uma mulher. A mulher da masculinidade/virilidade do cara. Mais pós-moderno impossível...
Simone trocou o viril pelo velho, pq amava nele coisas mais profundas, tipo a construção de uma vida de debates e trocas de 50 anos...
Amanhã continuo pq a Raquel tá me chamando...

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