Quanto menos comes, bebes, compras livros e vais ao teatro, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim todas as paixões e atividades são tragadas pela cobiça. Karl Marx.

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008



Minha família tinha um cinema no interior. O único cinema da cidade. Nooosssa, ajudar na bilheteria, ver o filme da cabine de projeção, deixar a gurizada entrar nas pornochanchadas rsrsrs. Me apaixonei por cinema ali. Mas pela magia do cinema mesmo, pq filmes bons eram raros por aqueles pagos.
Tinha muito filme de "terror" aqueles B de tudo quanto era bicho: formiga, urso(meus preferidos),cobras, etc... Além dos pornôs que eram proibidos para nós, as crianças. Mas nossa imaginação voava e inventávamos zilhões de coisas para podermos dar vazão as nossas curiosidades sexuais e espiar um pouquito do filme.
O templo das delícias era completado pela sorveteria que ficava coladinha ao Cine Marabá - todo cinema no interior do RS era Marabá? Fechava o cinema e comíamos bolas enorrrmes de sorvete.
A sorte da tela grande me acompanhou na capital também, em meu bairro tinha um pequeno cinema de calçada, muito velhinho, que brindava os frequentadores com um ingresso para dois nas quartas feiras. Ô, o Estrela- estrelinha para nós, era sujo e encardido mas nos levou da Inglaterra pra Turquia nos anos que o frequentamos.
Ah, ele tinha também sessões especiais aos domingos, lá vi: Excalibur, Expresso da meia noite, The wall, ...
Continuo gostando de cinema mas vou pouquíssimo, tenho fobia de shoppings e hoje eles estão lá, infelizmente.

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